“É com muita indignação que passo a relatar a situação ocorrida, ontem por volta das 21 horas na loja Worten de Alverca.
Deslocamo-nos a vossa loja, com o intuito de analizar preços de electrodomésticos. Após já estarmos dentro da referida loja, o individo que se auto intitulou de vigilante ( pois apenas a farda o fazia parecer como tal), expulsou-nos da loja. Alegou não ser permitido entrar na loja de mochila.
Para que fique bem claro, apesar de já contar com 41 anos de existência, uso como mala pessoal uma pequena mochila, onde guardo a minha documentação toda bem como os meus pertences pessoais de utilidade imediata. Sou cliente à muitos anos de todas as lojas desta area, bem como da vossa concorrência, que sempre me tratou com respeito e a dignidade que qualquer cidadão respeitável mereçe.
No passado, mês de Dezembro, efectuamos compras na referida loja, num valor aproximado de 900 €. Pagos a pronto pagamento. Também nesta altura utilizava uma dita “mochila” como mala pessoal. Nesta altura não pareceu haver qualquer constrangimento da parte da vossa vigilância à minha presença.
É de estranhar que uma loja com dispositivos de segurança activos, impeça a entrada de potenciais clientes pelo facto de transportarem uma mala pessoal. Pergunto se não posso entrar dessa forma, como posso comprar o que quer que seja neste espaço que penso ser um espaço comercial? Existêm etiquetas de segurança, ou pelo menos existiam, que se colocavam em malas para que os clientes podessem entrar nas lojas. Embora o método já esteja óbviamente ultrapassado. Mas pergunto ainda onde deixaria a minha mala, uma vez que esta loja nem possui cacifo de segurança para guardar objectos pessoais dos clientes?
Esta situação já se repetiu anteriormente e com o mesmo individuo que aparentemente é o vosso vigilante ao serviço da empresa Star.
O individuo em questão, cuja identificação é por ele omitida, ontem ultrapassou os limites numa atitude desrespeitosa, agressiva e despropositada.
Como já referi encontravamo-nos no interior da loja, quando o dito individuo, nos expulsou. Ainda antes, conseguimos deslocar-nos ao balcão onde solicitamos a presença da permanência, que era visivelmente um jovem operador de loja com indentificação impercetivel, que nos disse que pelos funcionários não haveria nenhum obstáculo à nossa permanência naquele espaço.
O referido “vigilante” logo se apreçou em solicitar a filmagem ou foto da situação. Se esta foi realmente feita, será certamente visivel o momento em que retirou a sua identificação profissional e a colocou no bolso. Algo que é realmente uma prova da falta de profissionalismo deste individuo. Como este episódio ja se repete em duas situações, não posso deixar impune, o facto de o nosso bom nome ser manchado por alguém que nem se identifica como profissional.
Após sair da loja, e encontrando-me dentro do meu veiculo pessoal, resolvemos mostrar a esse individuo um cartão professional que pode ser mostrado porque “quem não deve não teme”. Após uma troca de palavras, retornei ao carro. O individuo seguiu-me, e através da janela do carro ainda me tocou e empurrou um telefone que me embateu na face, para que eu comunicasse com o responsável Sonae com quem ele falava. Depois visto realmente não ser a ligação telefónica percetivel, devolvi-lhe o telefone. Enquanto o individuo continuava a ameaçar focando mesmo que ia apresentar uma queixa contra nós.
A nossa consciência está tranquila, somos pessoas de bom nome e que se deslocaram ao referido espaço, agindo de boa fé. Nunca me expulsaram de nenhum local comercial nem de qualquer outro. Nunca o nosso bom nome havia sido tão ultrajado.
Perante esta situação, espero da vossa parte uma atitude assertiva e célere. Mais informo que tudo faremos, para que o individuo em questão responda em instância própria, pelos seus actos ofensivos.
Sem outro assunto de momento
Com os melhores cumprimentos”



